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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Aprenda a organizar a cidade

Em tempos de eleições municipais, que tal experimentar o trabalho de prefeito? O jogo Cidade Verde (http://www.cidadeverde.org/) oferece essa oportunidade. Alice, a secretária, apresenta os desafios e as dicas para uma boa gestão do município.
A cidade é um campo verde e as construções (casas, escolas, hospitais, usinas hidrelétricas ou eólicas) vão caindo como acontece no Tetris. Você tem de escolher onde posicionar os imóveis e também investir os recursos públicos nas áreas que estão precisando de atenção (uma estação do corpo de bombeiros, por exemplo). Suas decisões devem levar em conta a sustentabilidade da cidade e a aprovação da população para a sua gestão. Se causar um desequilíbrio ambiental ou social, game over para você, então muita atenção.

Bom jogo ou boa administração

Oficina Pedagógica

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Filme Kirikú - Cultura Africana

Introdução à cultura africana com o filme "Kirikú e a Feiticeira"

Kirikú é um menininho nascido na África Ocidental. Tão pequeno, ele não chega aos joelhos de um adulto. O desafio que impõe seu destino, no entanto, é imenso: enfrentar uma poderosa e malvada feiticeira, que secou a fonte de água da aldeia, engoliu todos os homens que foram enfrentá-la e ainda roubou todo o ouro ali guardado. Para recuperá-lo, Kirikú enfrenta muitos perigos e se aventura por lugares onde somente pessoas pequeninas poderiam entrar. “O filme trata a criança de um jeito inteligente, oferecendo a ela acesso a uma cultura diferente”, afirma o professor Cláudio Bazzoni, assessor da prefeitura de São Paulo.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/introducao-cultura-africana-filme-kiriku-feiticeira-639068.shtml

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dia dos Indios


Que tal conhecer de perto uma aldeia indígena?
Você pode saber como os índios moram, o que comem, como se divertem...
Navegue por http://pibmirim.socioambiental.org/pt-br e crie seu avatar
para brincar na aldeia, assistir aos vídeos e animações de povos indígenas,
jogar e ficar frente a frente com os animais da floresta.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Projeto institucional: formação de professores leitores

Este é um projeto que incentiva a leitura de professores, pensando no comportamento leitor que queremos desenvolver em nossos alunos.

Objetivos 

- Gerais Incentivar a comunidade escolar a ler livros literários. 
- Para a direção Criar condições institucionais de fomento à leitura para os professores e equipe de funcionários. 
- Para coordenação pedagógica Despertar ou incentivar a leitura de livros de literatura pelo professor de modo a contribuir para sua formação pessoal bem como para sua prática de ensino. 
- Para os professores Ampliar o repertório de histórias e autores conhecidos ao participar de situações que envolvam diferentes práticas de leitura (roda de leitores, ouvir histórias lidas pelo coordenador, troca de indicações... ). 


Conteúdos de Gestão Escolar 
- Administrativa Fluxo de aquisição, empréstimo, troca e reaproveitamento de livros e outros materiais de leitura 
- Pedagógica Estratégias para a formação do professor como leitor literário durante e após os encontros de formação continuada. 
- Espaço Organização da biblioteca, salas de leitura, murais e demais ambientes dedicados a ler ou divulgar a Literatura 
- Equipe A formação dos professores como leitores literários 

Tempo estimado 
O ano todo. 

Material necessário Livros de literatura, mural, questionário para diagnóstico, textos literários impressos, barbante, pregador de roupas, jornais, revistas. 

Desenvolvimento 
1ª etapa - Levantamento de informações e do acervo literário da escola 
Faça uma pesquisa por meio de um questionário com os professores sobre os livros lidos ultimamente a fim de conhecer os hábitos e as preferências em relação a gêneros, autores, temas....
O questionário deve ser respondido individualmente pela equipe de professores com questões como: Quantos livros você lê por mês?Qual tipo de livro você gosta ou costuma ler? Qual seu autor preferido? De que forma tem acesso aos livros?Quais são os motivos que o impedem de ler? Costuma ir a livrarias ou sebos ou bibliotecas? É associado de alguma biblioteca? Tabule o resultado para depois apresentar à equipe.
Faça um levantamento do acervo literário que a escola dispõe, assim como de locais de acesso a livros próximos a instituição como: biblioteca, sebos, livrarias, sites.


2ª etapa - Compartilhar informações e discutir com a equipe algumas propostas para serem realizadas ao longo do ano 
Compartilhe com a equipe de professores os resultados obtidos na avaliação inicial sobre hábitos de leitura assim como o objetivo deste projeto.
Informe ao grupo algumas ações que farão parte dos HTPCs durante o ano de modo a contribuir para a ampliação de repertório leitor assim como a proposta em realizar ao final do projeto um encontro literário entre os professores da escola, e professores de escola próxima. Caso haja espaço a equipe gestora pode convidar alunos e pais para assistir ao encontro.


3ª etapa - Realizar leitura em voz alta no início do HTPCLeitura em voz alta pelo coordenador: Ler em voz alta um texto literário que deseja compartilhar, que pode ser conto, poesia, crônica entre outros que deverá ser selecionado e preparado antes do HTPC. A escolha do texto não precisa ser feita em função do conteúdo principal ou do tema da reunião, pois o propósito dessa leitura inicial é ampliar o repertório leitor dos adultos e criar hábitos de apreciação de textos. Explicite alguns comportamentos leitores Antes da leitura: compartilhar informações sobre o autor, sobre contexto de produção da obra, dar informações significativas que contribuam para o envolvimento e compreensão do texto. Compartilhe o motivo pelo qual você selecionou esse texto.
Durante a leitura: cuidar da entonação, do ritmo, das pausas da leitura. Depois da leitura: incentivar os professores a: conversar, comentar, dar sua opinião sobre o que foi lido.
Essa atividade deverá ser permanente ao longo do ano.


4ª etapa - Rodas de leitura 
Roda de leitura: peça aos professores que tragam para o HTPC um livro (gênero literário que tenham lido e que possa ser emprestado a outros do grupo. Pedir para selecionarem um pequeno trecho como o desfecho ou o cenário, descrição de uma personagem, uma frase impactante do livro que trouxe ou alguma informação relevante sobre o autor para compartilhar no momento da roda de leitura.
Faça uma roda para vivenciarem e explicitarem diferentes comportamentos leitores como: conversar, trocar impressões, fazer indicações sobre os livros trazidos e leitura realizadas.
Incentive o empréstimo entre a equipe. É importante programar ao longo do ano algumas rodas de leitura que podem ser definidas por temas, finais empolgantes, autores preferidos de modo a incentivar a leitura e o desenvolvimento de comportamentos leitores entre os professores.


5ª etapa - Encontro literário Organizar uma reunião com a equipe e os professores de uma escola vizinha a fim de realizar um encontro literário. Para este dia os professores poderão se inscrever (individualmente, duplas ou trios) para realizar leitura em voz alta, declamar poesias, ou ainda fazer indicações literárias. Este será certamente um ótimo momento para a sua equipe compartilhar o que pode aprender ao longo do projeto assim como incentivar outros professores a mergulharem no universo da literatura.
Outras ações que podem acontecer paralelamente durante o ano:


- Agenda cultural: Compartilhar dicas culturais para os professores como: a programação da cidade ou de municípios vizinhos, a fim de trocar informações que podem contribuir para a informação e o enriquecimento cultural do grupo. Uma indicação de leitura, filme, ou site que venha a alimentá-los culturalmente também é pertinente.
- Organizar um passeio com a equipe de professores a uma livraria, editora, biblioteca ou museu.
- Realizar um HTPC na biblioteca do município ou entorno e propor que cada professor se associe e retire um livro para ler.
- Realizar campanha para ampliar o acervo de livros literários da escola a partir de doações, compras e incentivar o empréstimo para os professores...
- Organizar na sala de professores uma vez por semana o café literário. Expor no mural da sala alguns textos literários que você encontra disponível em diferentes sites especializados caso não tenha mural você pode fazer um varal e pendurar com pregador estes textos de diferentes gêneros que além dos professores estarão também disponíveis para os funcionários.
- Mural de indicações literárias para professores, funcionários e comunidade.


Avaliação e manutenção do projeto Retome os objetivos do projeto, refaça o questionário inicial a fim de comparar os dados obtidos no diagnóstico e avaliar se houve mudanças de atitudes em relação aos hábitos leitores assim como se ampliaram e diversificaram as leituras realizadas.


Avalie também o envolvimento da equipe e se os professores levaram para a sala de aula algumas das práticas vivenciadas durante o projeto como a realização de rodas de leitura, a leitura em voz alta, se expressam intencionalmente comportamentos leitores às crianças com freqüência: fazem apreciações sobre livros, relêem trechos de interesse ou de difícil compreensão, se remetem ao índice para localizar um item específico, etc.
Este projeto foi pensado inicialmente para os professores, mas pode ser ampliado para os funcionários e comunidade.
Consultoria Renata Frauendorf 
coordenadora pedagógica do Instituto Avisalá, em São Paulo

Publicado em NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, Edição 009AGOSTO/SETEMBRO 2010

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ler ou Contar histórias

No vídeo, a especialista afirma que o interessante nas aulas é alternar entre ler e contar histórias. Ao ler, é preciso que o professor mostre para as crianças porque escolheu aquele autor e apresente o objeto livro, um bem cultural que guarda a literatura. No entanto, na contação, o educador tem a oportunidade de resgatar a tradição oral de narrar histórias que foram transmitidas de geração em geração. "São duas situações diferentes de trabalho com a linguagem", diz Denise.



Denise Guilherme, formadora de professores, explica que ler uma história para os alunos é uma forma de apresentar a obra conforme sua linguagem original, nas palavras do autor. Já contar histórias envolve a improvisação, a interação com a turma e a possibilidade de agregar outros elementos ao enredo.

Sugestão de vídeo: Palavra puxa palavra - contos

sexta-feira, 30 de março de 2012

Indicação Literária

Livro Inteligência Emocional sugestão da Professora Coordenadora Dionéa.


Autor: Goleman, Daniel
Editora: Objetiva
Categoria: Psicologia / Psicologia

A obra está baseada numa síntese original, feita a partir de pesquisas e descobertas sobre o funcionamento do cérebro. O autor mostra como a inteligência emocional pode ser alimentada e fortalecida em todos nós, principalmente na infância, período no qual toda a estrutura neurológica encontra-se em formação.

Livro A Bolsa Amarela sugestão da Professora Coordenadora Zenaide


BOLSA AMARELA, A
Formato: Livro
Autor: BOJUNGA, LYGIA
Editora: CASA LYGIA BOJUNGA
Assunto: INFANTO-JUVENIS - LITERATURA JUVENIL

A Bolsa Amarela já se tornou um 'clássico' da literatura infanto juvenil. É o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela)- a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias.

domingo, 2 de outubro de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SOCIALIZAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS

" CAIXA PARA RECONTAR HISTÓRIAS"


















 PROF. MAURA, EMEB ARNALDO GUASSIERI

terça-feira, 21 de junho de 2011

PCHAE

Abaixo as datas previstas para os encontros de formação do Programa Ciência Hoje:
Ref.: Módulo "Desafios e experiências"
Encontro  1 - 02/06/2011
Encontro  2 - 30/06/2011
Encontro  3 - 11/08/2011
Encontro  4 - 08/09/2011
Encontro  5 - 06/10/2011
Encontro  6 - 10/11/2011

Ref.: Módulo  "O que? Por quê? Como? Pra que? Eureca!"
Encontro 1 - 03/06/2011
Encontro 2 - 01/07/2011
Encontro 3 - 12/08/2011
Encontro 4 - 09/09/2011
Encontro 5 - 07/10/2011
Encontro 6 - 11/11/2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Jornal da EMEB "Parque Montreal"

Leia:
Edição nº 04 – Ano II – Abril/2011 .

Clique para visualizar
 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dia do Índio

Todo dia é dia de índio?

Sim, pois não adianta somente lembrar dos índios apenas um dia. Eles fazem parte de nossa história e têm muito a nos ensinar. Mas, justamente por serem importantes, foi reservada uma data no calendário anual para comemorar o Dia do Índio, que é 19 de abril.
Quer saber porque esse dia? Bem, é que nessa data, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indígena da América Latina, no México, com objetivo de divulgar a cultura indígena em toda a América e também para que os governos criassem normas em relação à qualidade de vida dos povos indígenas, que ainda sofriam com a discriminação do homem branco.
 Quer saber mais clique abaixo:
 Fonte: http://www.smartkids.com.br/especiais/dia-do-indio.html

    segunda-feira, 11 de abril de 2011

    Dia do Índio

    Estamos sugerindo o site abaixo da revista NOVA ESCOLA para se trabalhar com a História das brincadeiras indígenas.

    http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/brincadeiras-indigenas-432167.shtml

    quinta-feira, 30 de setembro de 2010

    DICA DE LEITURA

    ORTOGRAFIA: ENSINAR E APRENDER

    Artur Gomes de Morais


    Muitos professores vivem hoje com dúvidas. "Devo mudar a maneira de ensinar por causa do novo acordo ortográfico?" "Devo corrigir os textos espontâneos dos meus alunos?" " Devo considerar os erros ortográficos na hora de avaliá-los?" "Como ensinar ortografia sem recorrer aos exercícios tradicionais?" Em resposta a tais perguntas, este livro propõe um enfoque construtivista no ensino de ortografia.

    Ortografia: ensinar e aprender ajuda o professor a identificar quais aspectos de nossa norma ortográfica os alunos podem aprender por meio da compreensão e quais precisarão memorizar. Para isso, o autor apresenta e discute uma série de princípios e encaminhamentos didáticos que levam o estudante a aprender a ortografia, tomando-a como objeto de reflexão.

    "EU JÁ SEI LER GIBI"


    Esse gênero literário colorido, ilustrado e cheio de recursos gráficos estimula as turmas de pré-escola a tomar gosto pela leitura.
    Adriana Toledo (novaescola@atleitor.com.br)



    Foi-se o tempo em que os gibis eram proibidos na sala de aula e as crianças tinham de escondê-los sob a carteira. Os quadrinhos são uma excelente opção para incentivar a leitura em quem está entrando no mundo das letras. A começar pelos personagens, que, por si só, são atraentes para a garotada. "Eles despertam interesse por serem bem conhecidos", explica o psicólogo José Moysés Alves, da Universidade Federal do Pará.
    "Afinal, estão presentes em brinquedos, jogos, roupas, embalagens, peças de teatro e desenhos na televisão. Sem contar que os protagonistas passam por situações parecidas com as de seus leitores: vão à escola e ao parque, têm pesadelos e medo de dentista. Isso promove a identidade e a familiaridade entre eles."
    Mas o grande trunfo são os recursos gráficos. As imagens aparecem associadas a textos coloquiais e permitem que a criança antecipe o enredo e atribua sentido à história, mesmo sem saber ler. Para Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo, as onomatopéias, como "ploft" e "grrr", também são importantes para facilitar a compreensão de diversas situações e emoções.
    O mesmo vale para os balões. Só de olhar é possível saber se um personagem está pensando, gritando ou conversando. "Com essas informações, fica fácil entender a trama", afirma Silvana Augusto, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10. Ela lembra que as publicações são baratas e acessíveis, o que permite a compra de vários exemplares da mesma edição para distribuir na sala. Com isso, as crianças podem acompanhar a leitura em voz alta pelo professor.

    Quadrinhos e fantoches

    Para explorar essas características, o professor Marcelo Campos, da EMEI Sonho de Criança, em Pompéia, no interior de São Paulo, criou o projeto Semeando o Prazer de Ler com as Histórias em Quadrinhos – vencedor do Prêmio Professores do Brasil (dado pelas fundações Orsa e Bunge, com o apoio do Ministério da Educação). Ele fez uma pesquisa e descobriu que 70% das crianças não vivenciavam situações de leitura em casa. Por isso, apostou nas histórias em quadrinhos para iniciar o trabalho com classes de crianças com 4 e 5 anos .
    Marcelo começou perguntando quais eram as histórias e os personagens mais conhecidos. Com esses dados, confeccionou fantoches dos mais populares e, nas encenações, falava um pouco das características físicas e psicológicas de cada um. Ao apresentar a Mônica, por exemplo, ele chamou a atenção para o fato de ela só usar roupas vermelhas e sempre se irritar com o Cebolinha. Foi a forma que ele encontrou de antecipar informações e facilitar a compreensão do enredo.
    Como a escola não tinha as revistinhas, Marcelo mobilizou a comunidade para montar a gibiteca, espalhando cartazes pela vizinhança e pedindo ajuda aos pais. Em pouco tempo, cerca de 300 gibis já estavam catalogados na escola.
    As crianças podiam levá-los para casa duas vezes por semana e tinham de devolver no dia combinado e cuidar do material. Isso permitiu que todas manuseassem as histórias, criando as noções de como se comporta um leitor de quadrinhos. Na etapa seguinte, Marcelo organizou uma leitura coletiva. Com a ajuda de um retroprojetor, ele reproduziu algumas histórias em transparências para a turma perceber detalhes da paisagem e dos personagens. No fim de cada projeção, Marcelo lia o texto na íntegra para todos entenderem a ordem sequencial.

    Compartilhar os gibis

    Para encerrar o trabalho, o professor organizou uma verdadeira gibiteca itinerante. Uma carroceria de caminhão cedida pela prefeitura foi adaptada para transportar as crianças e o acervo e virou o Trenzinho da Leitura. Seu objetivo? Disseminar o prazer de ler. Uma vez por semana, a turma visita outras unidades educacionais do bairro para apresentar os personagens e falar sobre as histórias, formar rodas de leitura com crianças de todas as idades e emprestar as revistinhas. O saldo do projeto foi animador: todos se tornaram loucos por gibis, procurando- os espontaneamente. E tudo isso antes mesmo de estarem alfabetizados.


    Atividades - Sequência didática

    Conteúdos


    • Leitura e manuseio de histórias em quadrinhos.
    • Valorização da leitura como fonte de prazer e cultura na escola e na comunidade.
    • Envolvimento de crianças, pais e comunidade em situações de leitura.

    ANO: Pré-escola.

    Tempo estimado: Dois meses.

    Objetivos:

    • Estimular nas crianças o prazer de ler antes da alfabetização.
    • Aproximar a escola e a comunidade por meio da leitura.
    • Formar leitores competentes.

    Material necessário :

    Gibis variados, com o máximo possível de exemplares repetidos, cartolina, tesoura, transparências e retroprojetor.

    Desenvolvimento:


    1ª etapa Reúna as crianças e pergunte quais personagens elas conhecem. Discuta as principais características de cada um e apresente algumas informações comportamentais e físicas. Depois dessa conversa inicial, mande um bilhete aos pais ou fale com eles sobre a importância do projeto. Aproveite para convidá-los a participar. Uma das maneiras é pedir a doação de gibis. Outra é perguntar sobre a possibilidade de eles comparecerem durante uma hora na escola, no decorrer do projeto, para ler para a turma ou participar como ouvintes das rodas de leitura. Ao receber as doações, catalogue e organize-as por título para ficar mais fácil encontrar o desejado. Assim estará montada a gibiteca. Para animar a garotada e controlar os empréstimos, faça carteirinhas de sócios para todos (que tal colocar uma foto também?).
    Anote as datas de retirada e de devolução. Aproveite os momentos de organização do acervo para ensinar a manusear o material corretamente: as páginas devem ser viradas com cuidado e com as mãos limpas para não rasgar nem amassar. Explique que é preciso se comprometer a devolver o gibi na data estipulada para que outros colegas possam ler depois.

    2ª etapa Prepare transparências com algumas sequências e apresente as histórias com a ajuda de um retroprojetor. Faça uma máscara de cartolina para cobrir os quadrinhos, pois o ideal é mostrá-los um a um. Dessa maneira, todos vão fazer uma observação minuciosa das expressões fisionômicas dos personagens e dos detalhes das cenas. Chame a atenção para o formato dos balões e as onomatopéias. Depois de analisar cada um, pergunte: "O que será que vem no próximo?", para estimular as crianças a antecipar o enredo. Depois, leia o texto completo para a turma entender a sequência.

    3ª etapa Para a leitura compartilhada, distribua exemplares do mesmo gibi para que todos possam acompanhar a história individualmente, em duplas ou trios. Depois que a turma tiver um bom repertório, escolha uma das histórias, recorte os quadrinhos e embaralhe-os. Organize a sala em grupos e distribua um montinho com uma sequência completa para cada um. O desafio é remontar na ordem correta.

    4ª etapa Repita os momentos de leitura várias vezes durante a semana – o ideal é fazer disso uma atividade permanente durante o ano. É hora de chamar os pais que se dispuseram no início a participar do projeto para comparecer à sala. Eles podem ser leitores ou simplesmente ouvir as histórias na roda. Cuide para que esses momentos sejam bem descontraídos. Uma idéia é levar os pequenos para ler no parque. Outra, espalhar colchonetes e deixá-los curtir os quadrinhos à vontade.

    Avaliação:
    Para saber se os objetivos foram alcançados, observe se depois dessas atividades as crianças buscam espontaneamente a leitura de gibis e com que frequência, se comentam as histórias preferidas e se adquiriram o hábito de levá-los emprestados para casa.


    BIBLIOGRAFIA
    Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula, Angela Rama e outros, 160 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 3832-5838, 25 reais
    Revista Nova Escola - Língua Portuguesa- Alfabetização inicial - Edição 208 12/2007

    REVISÃO VAI ALÉM DA ORTOGRAFIA E FOCA OS PROPÓSITOS DO TEXTO

    Produzir textos é um processo que envolve diferentes etapas: planejar, escrever, revisar e re-escrever. Esses comportamentos escritores são os conteúdos fundamentais da produção escrita. A revisão não consiste em corrigir apenas erros ortográficos e gramaticais, como se fazia antes, mas cuidar para que o texto cumpra sua finalidade comunicativa. "Deve-se olhar para a produção dos estudantes e identificar o que provoca estranhamento no leitor dentro dos usos sociais que ela terá", explica Fernanda Liberali.
    Com a ajuda do professor, as turmas aprendem a analisar se ideias e recursos utilizados foram eficazes e de que forma o material pode ser melhorado. A sala de 3º ano de Ana Clara Bin, na Escola da Vila, em São Paulo, avançou muito com um trabalho sistemático de revisão. Por um semestre, todos se dedicaram a um projeto sobre a história das famílias, que culminou na publicação de um livro, distribuído também para os pais. Dentro desse contexto, Ana Clara propôs a leitura de contos em que escritores narram histórias da própria infância.
    Os estudantes se envolveram na reescrita de um dos contos, narrado em primeira pessoa. Eles tiveram de re-escrevê- lo na perspectiva de um observador - ou seja, em terceira pessoa. A segunda missão foi ainda mais desafiadora: contar uma história da infância dos pais. Para isso, cada um entrevistou familiares, anotou as informações colhidas em forma de tópicos e colocou tudo no papel.
    Ana Clara leu os trabalhos e elegeu alguns pontos para discutir. "O mais comum era encontrar só o relato de um fato", diz. "Recorremos, então, aos contos lidos para saber que informações e detalhes tornavam a história interessante e como organizá-los para dar emoção." Cada um releu seu conto, realizou outra entrevista com o parente-personagem e produziu uma segunda versão.
    Tiveram início aí diferentes formas de revisão - análise coletiva de uma produção no quadro-negro, revisão individual com base em discussões com o grupo e revisões em duplas – realizadas dias depois para que houvesse distanciamento em relação ao trabalho. A primeira proposta foi a "revisão de ouvido". Para realizá-la, Ana Clara leu em voz alta um dos contos para a turma, que identificou a omissão de palavras e informações. A professora selecionou alguns aspectos a enfocar na revisão: ortografia, gramática e pontuação. "Não é possível abordar de uma só vez todos os problemas que surgem", completa Telma.
    Quando a classe de Ana Clara se dividiu em duplas, um de seus propósitos era que uns dessem sugestões aos outros. A pesquisadora argentina em didática Mirta Castedo é defensora desse tipo de proposta. Para ela, as situações de revisão em grupo desenvolvem a reflexão sobre o que foi produzido por meio justamente da troca de opiniões e críticas. "Revisar o que os colegas fazem é interessante, pois o aluno se coloca no lugar de leitor", emenda Telma. "Quando volta para a própria produção e faz a revisão, a criança tem mais condições de criar distanciamento dela e enxergar fragilidades."
    Um escritor proficiente, no entanto, não faz a revisão só no fim do trabalho. Durante a escrita, é comum reler o trecho já produzido e verificar se ele está adequado aos objetivos e às ideias que tinha intenção de comunicar - só então planeja- se a continuação. E isso é feito por todo escritor profissional.
    A revisão em processo e a final são passos fundamentais para conseguir de fato uma boa escrita. Nesse sentido, a maneira como você escreve e revisa no quadro-negro, por exemplo, pode colaborar para que a criança o tome como modelo e se familiarize com o procedimento. Sobre o assunto, Mirta Castedo escreve em sua tese de doutorado: "Os bons escritores adultos (...) são pessoas que pensam sobre o que vão escrever, colocam em palavras e voltam sobre o já produzido para julgar sua adequação. Mas, acima de tudo, não realizam as três ações (planejar, escrever e revisar) de maneira sucessiva: vão e voltam de umas a outras, desenvolvendo um complexo processo de transformação de seus conhecimentos em um texto".
    Ser autor exige pensar no enredo e na estrutura

    O terceiro aspecto fundamental no trabalho de produção textual é garantir que a criança ganhe condições de pensar no todo. Do enredo à forma de estruturar os elementos no papel: é preciso aprender a dar conta de tudo para atingir o leitor. Esse processo denomina-se construção de um percurso de autoria e se adquire com tempo, prática e reflexão.
    Os estudos em didática das práticas de linguagem fizeram cair por terra o pensamento de que a redação com tema livre estimula a criatividade. Hoje sabe-se que depois da alfabetização há ainda uma longa lista de aprendizagens. Foi considerando a complexidade desse processo que Edileuza Gomes dos Santos, professora da EM de Santo Amaro, no Recife, desenvolveu um projeto de produção de fábulas com a 3ª série.
    Ela deu início ao trabalho investindo na ampliação do repertório dentro desse gênero literário. Só assim foi possível observar regularidades na estrutura discursiva e linguística, como o fato de que os animais são os protagonistas. "Escolhi esse gênero porque ele tem começo, meio e fim bem marcados, algo que eu queria desenvolver na produção da garotada."
    A primeira proposta foi o reconto oral de uma fábula conhecida. "Isso envolve organizar ideias e pode ser uma forma de planejar a escrita", endossa Patricia Corsino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Quando já dominamos todas as informações de uma narrativa, podemos focar apenas na forma de expor os elementos – mas esse é um grande desafio no início da escolaridade.
    Na turma de Edileuza, as propostas seguintes foram a re-escrita individual e a produção de versões de fábulas conhecidas com modificações dos personagens ou do cenário. Aos poucos, todos ganharam condições de inventar situações. A professora percebeu que a turma não entendia bem o sentido da moral da história. Pediu, então, uma pesquisa sobre provérbios e seu uso cotidiano.
    Com essa compreensão e um repertório de ditados populares, Edileuza sugeriu a criação de uma fábula individual. Ela discutiu com o grupo que elas geralmente têm como protagonistas inimigos tradicionais (cão e gato ou gato e rato, por exemplo). Estava colocada a primeira restrição para a produção. Em seguida, a classe relembrou alguns provérbios que poderiam ser escolhidos como moral nas histórias criadas.
    Desde o início, todos sabiam que as produções seriam lidas por estudantes de outra escola, o que serviu de estímulo para bolar tramas envolventes. "Há uma diferença entre escrever textos com autonomia - obedecendo à estrutura do gênero, sem problemas ortográficos ou de coerência - e se tornar autor", diz Patrícia Corsino. "No primeiro caso, basta aprender as características do gênero e conhecer o enredo, por exemplo. No segundo, é preciso desenvolver ideias." Para chegar lá, a interação com professores e colegas e o acesso a um repertório literário são fundamentais.

    Expectativas de aprendizagem de escrita

    No que se refere à escrita, é importante que, no fim do 5º ano, o aluno saiba:

    - Re-escrever e/ou produzir textos de autoria utilizando procedimentos de escritor: planejar o que vai escrever considerando a intencionalidade, o interlocutor, o portador e as características do gênero; fazer rascunhos; reler o que está escrevendo, tanto para controlar a progressão temática como para melhorar outros aspectos - discursivos ou notacionais - do texto.
    - Revisar escritas (próprias e de outros), em parceria com os colegas, assumindo o ponto de vista do leitor com intenção de evitar repetições desnecessárias (por meio de substituição ou uso de recursos da pontuação); evitar ambiguidades, articular partes do texto, garantir a concordância verbal e a nominal.
    - Revisar textos (próprios e de outros) do ponto de vista ortográfico.



    Nova Escola Janeiro/Fevereiro 2009


    Fonte: Secretaria de Estado de Educação de São Paulo e Diseño Curricular de la Educación Secundaria da Província de Buenos Aires, Argentina
    Quer saber mais?

    BIBLIOGRAFIA
    Aprendendo a Escrever, Ana Teberosky, 200 págs., Ed. Ática, tel. (11) 3346-3000, 43,90 reais
    Estética da Criação Verbal - Teoria e Crítica Literária, Mikhail Bakhtin, 512 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3241-3677, 73,30 reais
    Ler e Escrever na Escola - O Real, o Possível e o Necessário, Delia Lerner, 128 págs., Ed. Artmed,
    tel. 0800-703-3444, 36 reais
    Ortografia: Ensinar e Aprender, Artur Gomes de Morais, 128 págs., Ed. Ática, 36,90 reais