sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Caixa Surpresa

Segundo ROSA (1999), "(...) a linguagem  oral se constitui num pré-requisito para alfabetização e, consequentemente, para a aprendizagem da leitura e da escrita".
Junto com os alunos, faça uma caixa-surpresa, que será explorada da seguinte forma.
Em casa, as crianças porão dentro da caixa um objeto da família - brinquedo, vestuário, utensílio doméstico, etc. - e, com ajuda de alguém da família, o nome do objeto será escrito num cartão.
Na sala, elas darão pistas para que os colegas descubram o que há dentro da caixa. 
Terminada a brincadeira, os objetos podem ser expostos e organizados de acordo com sua utilidade, cor, forma, tamanho, etc.

Degustação Saudável

Prepare com os alunos espetinhos de frutas, previamente cortadas em pequenos pedaços e dispostas numa bandeja.
As crianças farão seu espetinho, escolhendo as frutas de que mais gostam. Depois de prontos, eles podem ser molhados em mel.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Brincadeiras de Criança

"O desenvolvimento mental da criança antes dos 6 anos de idade, segundo Piaget, pode ser sensivelmente estimulado através de jogos. A brincadeira representa tanto uma atividade cognitiva quanto social e, através das mesmas, as crianças exercitam suas habilidades físicas, crescem cognitivamente e aprendem a interagir com outras crianças" (ANTUNES, 1998).
Brincando, o desenvolvimento infantil ocorre de maneira prazerosa, bem como as crianças resolvem situações de conflito da vida real, representam papéis  e situações simbólicas, imitam comportamentos, criam e respeitam regras. Contribuem para o desenvolvimento da criatividade, abstração, argumentação e representação das regras sociais existentes. 

Confeccionar Brinquedos

Quando constroem brinquedos, as crianças seguem instruções e percebem a transformação de materiais em objetos. Por que não fazer com elas brinquedos como: 
  • PIPA -  com papéis coloridos e vareta;
  • BILBOQUÊ - com copos plásticos, barbante, palitos de sorvete;
  • TELEFONE SEM FIO - Com copos de plástico e barbante;
  • VAI-E-VEM - Com garrafa plástica, barbante e argolas;
  • MICROFONE - Com cilindro de papelão do papel Higiênico, papel crepom e tinta;
  • PETECA - Com jornal;
  • BOLA - Com jornal e meia;
  • BOLICHE - Com garrafas de plástico e bola de meia;
  • FANTOCHES - Com meia ou embalagens de papel.
Feitos os brinquedos, prepare um manual de instruções com textos e desenhos explicativos.
"(...) as regras das brincadeiras, fazem com que a criança se comporte de forma mais avançada do que aquela habitual para a sua idade (...)" (SMOLE, 2000).

A Sopa das Letrinhas

Uma panela ou numa caixa são postas tantas letras quantas necessárias para compor palavras. Mexa as letrinhas como se estivessem preparando uma sopa e peça a uma criança de cada vez que retire uma letra e diga que palavras se iniciam com ela. Use o alfabeto móvel para construir as palavras citadas.

Corrida dos nomes

Divida a sala em dois grupos. Cada criança escreve o seu nome em uma etiqueta ou crachá. Coloque as etiquetas de cada grupo em uma caixa. Os componentes dos grupos ficam à frente da caixa em que estão as etiquetas com os seus nomes. Objetivo do jogo é encontrar seu nome e voltar a formação inicial. O grupo que o fizer primeiro será o vencedor. 
Dependendo do objetivo do jogo, podem-se fazer variações:
  • Organização por ordem alfabética;
  • Por quantidade de letras;
  • Classificação de meninos e meninas, etc.
Neste jogo, a tentativa de leitura do nome dos colegas é feita pela comparação visual, com base em materiais escritos que possuem um significado. Com eles, as crianças podem observar, por exemplo, que a sílaba VI de Vinícius é a mesma que inicia o nome Vitória, o que lhes permite perceber regularidades da língua escrita e falada.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Aprenda a organizar a cidade

Em tempos de eleições municipais, que tal experimentar o trabalho de prefeito? O jogo Cidade Verde (http://www.cidadeverde.org/) oferece essa oportunidade. Alice, a secretária, apresenta os desafios e as dicas para uma boa gestão do município.
A cidade é um campo verde e as construções (casas, escolas, hospitais, usinas hidrelétricas ou eólicas) vão caindo como acontece no Tetris. Você tem de escolher onde posicionar os imóveis e também investir os recursos públicos nas áreas que estão precisando de atenção (uma estação do corpo de bombeiros, por exemplo). Suas decisões devem levar em conta a sustentabilidade da cidade e a aprovação da população para a sua gestão. Se causar um desequilíbrio ambiental ou social, game over para você, então muita atenção.

Bom jogo ou boa administração

Oficina Pedagógica

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aula de Shantala



A fisioterapeuta materna infantil especialista em Shantala, Denise Gurgel, fala sobre os benefícios da Shantala para aproximar os pais dos filhos, reforçando o vínculo, o alívio das cólicas e a atividade imunológica dos bebês.

O vídeo demonstra do passo a passo na massagem:
1) Escolha de um óleo de boa qualidade para não agredir a pele delicada do bebê;
2) As posições da Shantala e suas especifidades;
3) O grande segredo é o contato físico entre mamãe e bebê;
4) A mãe precisa se sentir segura para passar tranquilidade para seu bebê;
5) A conversa suave com o bebê da mãe é fundamental para que ele receba positivamente a Shantala;
6) A mãe precisa buscar constantemente a interação com o bebê;
7) Os movimentos da Shantala podem ser realizados em diferentes períodos do bebê.

O momento do contato proporcionado pela Shantala estabelece um entendimento da mãe com os sinais do bebê que se comunica. É importante também que o pai faça a massagem no seu bebê.
A Shantala também colabora para a imagem corporal do bebê em relação ao seu próprio corpo, levando a atenção do bebê para a exploração do seu corpo.
Durante a massagem é ativada a temperatura corporal do bebê, ativando a circulação sanguínea contribuindo para a manutenção da temperatura do corpinho do bebê.
A Shantala possui diversos benefícios para o bebê e vale a pena saber mais sobre a técnica, pois auxilia os pais a compreenderem mais os primeiros momentos de vida dos seus bebês. Os benefícios emocionais da massagem promove o desenvolvimento de um adulto seguro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Cultura Afro-brasileira

O Vídeo "A Bonequinha Preta" autora: Alaíde Lisboa de Oliveira


A história "Bruna e a galinha d'angola"


O vídeo mostra a obra do artista plástico brasileiro e moderno, Rubem Valentim, que criou composições geométricas e simétricas, inspiradas em signos litúrgicos de religiões afro-brasileiras.


Castelo Rá Tim Bum: A Galinha D'Angola - Vinicius de Moraes

Coitada
Da galinha
D'Angola
Não anda
Regulando
Da bola
Não pára
De comer
A matraca
E vive
A reclamar
Que está fraca:
— "Tou fraca! Tou fraca!


Arca de Noé 2 - Galinha D'Angola [Ney Matogrosso]

Retirado do musical "A arca de Noé" exibido pela rede globo em 10 de outubro de 1980. Canções de Vinícius de Moraes.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Blocos Lógicos

Quem nunca teve dificuldade em resolver um problema de matemática? Para algumas pessoas é ainda pior, pois o ouvir o nome dessa disciplina é quase que relembrar um pesadelo. Trabalhando com conceitos tão abstratos ela se torna um desafio para a mente humana. Porém, se bem explorada algumas questões importantes ainda na infância, tais dificuldades podem ser minimizadas.  
Esse material permite que a criança desenvolva as primeiras noções de operações lógicas e suas relações como correspondência e classificação, imprescindíveis na formação de conceitos de matemática. Segundo Piaget, "a aprendizagem da matemática envolve conhecimento físico e o lógico-matemático. No caso dos blocos, o conhecimento físico ocorre quando a criança pega, observa e identifica os atributos de cada peça. O lógico-matemático se dá quando ela usa esses atributos sem ter o material em mãos (raciocínio abstrato)".

  
OBJETIVOS: 

  • Reconhecer as quatro formas geométricas.
  • Identificar cor, forma, tamanho e espessura.
  • Trabalhar sequências.


Faixa etária: de 4 a 5 anos.





Você Sabia?
Os blocos lógicos foram criados na década de 1950 pelo matemático húngaro Zoltan Paul Dienes.
De 1890 a 1934, os blocos lógicos foram utilizados de modo sistemático com crianças pelo psicólogo russo Vygotsky, quando ele estudava a formação dos conceitos infantis.

Dica Esperta!
Essa também é uma ótima atividade para trabalhar com alunos portadores de deficiência, já que desenvolve o raciocínio lógico e o pensamento matemático de forma concreta, possibilitando a evolução para um pensamento mais abstrato posteriormente.
Comece explorando apenas duas características e, no decorrer do tempo, vá aumentando o grau de dificuldade e somando outras características.

Dica de Leitura!

Gato Xadrez no Jardim Geométrico - O Gato Xadrez mora no jardim da natureza, mas um dia, resolveu conhecer o jardim do outro lado. Os moradores desse jardim eram as figuras geométricas e ele se divertiu pra valer com cada uma delas. Como é muito curioso, explorou as formas diferentes de cada figura: rodando, pulando, escorregando...





Veja alguns exemplos de como utilizar este recurso em sala de aula.

Montando Sequências
Pegue os blocos lógicos e proponha aos alunos resolverem os desafios solicitados.
Por exemplo: Solicite que os alunos peguem do jogo "triângulos azuis". Nesse caso, o professor vai explorar apenas duas características: cor  e forma. Ou seja, os alunos podem pegar triângulos azuis grossos e finos, grandes e pequenos. E, no decorrer da atividade, o professor vai propondo outros desafios.

O Jogo das Diferenças
Nesta atividade, as crianças trabalham sobre um quadro contendo três peças. O desafio consiste em escolher a quarta peça observando que, entre ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existentes entre as outras duas peças do quadro. As peças devem ser colocadas pelo professor de forma que, em  primeiro lugar, haja apenas uma diferença. Depois duas, três e, por fim, quatro diferenças entre as peças. A é que as crianças façam comparações cada vez mais simultâneas quando estiverem pensando na peça que se encaixe em todas as condições.

Fonte: Revista Guia Prático para professores de Educação Infantil - nº 107